quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Deslumbrante

Ontem, uma ilustre noite hilariante
Me arrumei num instante
Entrei no carro, musica energizante
Alegria dos meninos contagiante

Paramos, fumamos um baseado gigante
A luz dos carros em minha direção, escaldante
Olho vermelho, chapado, fechado, brilhante
Cara, por favor, não perca a direção do volante

Vamos para um breu distante
Longe, muito longe da cidade azucrinante
Caralho, nunca chega. Adiante, adiante...
Parou-se o carro não obstante

Sem iluminação nenhuma, escuro predominante
No céu, cada estrela era radiante
No mato, cada vagalume era fascinante
Tudo como um ponto de diamante

Passamos horas contemplando aquele instante
Fumamos mais baseado chapante
Tomei até o ultimo gole da minha cerveja restante
O frio já estava querendo ser atuante

Preciso de um cigarro, sou fumante
Onde vai ter cigarro neste breu distante?
Pedi um pro rapazinho, o traficante
Me respondeu que de cigarro não era fumante

A garota que estava junto concordou comigo, avante!
A loucura em nossas cabeças já estava fulmegante
Sabe, aquela sensação embriagante?
É sinal de que já é o bastante

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