Me sinto seca, vazia, fria, sem luz, sem vida, sozinha, fraca e sem graça.
Mergulhada num mar fundo e escuro, sem som, sem dom, nadando no nada, e meu pensamento tão vazio, saturado de coisa nenhuma, nem dor, nem ódio, nem amor...
Não sinto nada, apenas indiferença.
A vida é como a mais esperta das raposas, qualquer distração: rasteira.
Rasteira bem feita, planejada, silenciosa, dolorosa.
De duas, uma: ou a vida te leva, ou vc leva ela; melhor levar.
Quem roubou meu mel? Por que me tiraram o brilho dos olhos?
Tinha tanto, não há mais nada... Esperança? Não sei o que é.
Minhas armas perderam as forças, sempre soube o que fazer...
Já hoje não sei mais, como agir, o que falar, me roubaram a alma, minha essência, tiraram de mim o que eu tinha de mais precioso.
A inveja foi tanta que eu não supertei, meu ego foi perdendo suas forças.
Hoje o que resta é cuidar de mim, me importei tanto com os outros a troco de nada, quem sofreu e se fodeu foi eu.
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